Este vídeo sugere formas práticas de as pessoas poderem desempenhar o seu papel na prevenção da violência sexual. Em primeiro lugar, recorda-nos que conhecer esta violência é um passo essencial e que a experiência pessoal, incluindo ter sido vítima, não é suficiente para compreender um fenómeno complexo que tem sido estudado há décadas pela investigação. A prevenção assenta num conhecimento sólido, na compreensão dos preconceitos e no trabalho sobre as próprias representações.
O vídeo prossegue mostrando o valor de abordagens colectivas e estruturadas, tais como workshops colaborativos baseados em contribuições científicas e legislativas, que ajudam a distinguir factos estabelecidos de crenças e a refletir sobre atitudes individuais e profissionais. Estas iniciativas constituem um primeiro passo, acessível a todos, para uma prevenção mais informada.
Uma grande parte do debate é dedicada à questão dos testemunhos. Embora os relatos de pessoas que sofreram violência possam ser úteis, eles devem ser supervisionados. Para as crianças, os testemunhos diretos e explícitos são inadequados e podem provocar ansiedade. A prevenção deve respeitar as fases de desenvolvimento e basear-se em suportes simbólicos e apropriados, como os contos de fadas, que abordam realidades duras sem expor as crianças a imagens ou histórias traumáticas.
Para os adolescentes, os testemunhos podem ter um impacto educativo, desde que sejam preparados, enquadrados, acompanhados por profissionais e integrados num programa educativo. O vídeo sublinha igualmente os riscos para as pessoas que testemunham, lembrando que falar publicamente sobre a violência sofrida pode ser simultaneamente libertador e penoso, e que esse compromisso nunca deve ser assumido sem uma reflexão sobre os objectivos, os efeitos desejados e o possível impacto no público.
Por último, o vídeo recorda-nos que os profissionais podem recorrer a estruturas de recursos especializados para se formarem, melhorarem as suas práticas e reforçarem a prevenção. Sublinha a ideia de que a prevenção da violência sexual não se baseia em acções isoladas, mas em abordagens ponderadas, progressivas e colectivas.